A relação entre cultura ,identidade e nacionalidade com a exposição Studio Drift em Belo Horizonte - MG

 A relação entre cultura ,identidade e  nacionalidade com a exposição Studio Drift em Belo Horizonte - MG 





Idealizada por holandeses , a obra Drift instalada  no CCBB foi adaptada para o local  utilizando - se de recursos materiais  tecnológicos , criando assim  uma  identidade  cultural  que se conectasse com as características do prédio , mostrando  que o  lugar de origem não é mais determinante para caracterizar uma identidade cultural , é possível ver em um mesmo espaço culturas diferentes, uma nunca anulando completamente a outra .

Para mim a  obra Futuro Frágil nos faz refletir sobre a importância destas conexões   ao mostrar que a ligação  entre as luzes é que as mantém todas acesas   ,como   nas culturas em uma dada civilização , que só se mantém ¨ acesa ¨porque existem  conexões  adquiridas ,preservadas e transmitidas  pelos homens que compõe  aquela  sociedade .

Com a exposição do Stúdio Drift – Vida em coisas, seus idealizadores buscam representar fenômenos da natureza e a sua relação com o homem através da tecnologia  e do  design  , recriando aos nossos olhos ,fenômenos da natureza , onde  a natureza,o homem  e  a tecnologia vivam  em harmonia alinhando - se numa mesma frequência . Assim como no homem globalizado as identidades nacionais são alinhadas em diferenças ,produzindo  e compartilhando simultaneamente novas identidades numa frequência cultural onde recebemos e transmitimos conhecimento .

Para isso ,é preciso um trabalho contínuo e olhar atento e crítico , pois a cultura ,a identidade e a natureza estão sempre em construção , incorporando e assimilando novas formas , assim como a obra ¨ Materialism ¨ que mostra que estamos sempre abertos a novas composições que vão nascer no futuro .

Não podia deixar de citar a obra EGO, uma instalação de aparência frágil que vai  se encolhendo e  se esticando ,sem nunca perder a sua forma original como a cultura na  definição de Platão ,sendo ela uma memória ativa , onde aprender é lembrar e lembrar é aprender  , com uma coreografia única como a nossa nacionalidade  e inéditas como a nossa identidade que vem mudando na modernidade e esta fragmentação da estrutura da identidade tem mudado a paisagem cultural .

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